Vi essa foto dias desses na web e fiquei intrigado com ela. Dizia a legenda que era a foto de um casal que não puderam ser enterrados no mesmo cemitério por um ser católico e outro protestante.
Essa imagem refere-se a história de um Coronel Holandês protestante que casou com sua jovem esposa Católica em uma época na qual o país era regido pela polarização (“verzuiling” em neerlandês), sistema de organização que dividia a sociedade em “pilares” determinados de acordo com a religião ou ideologia de cada cidadão. Era três os principais pilares: o católico, o protestante e o social-democrata. Os membros de cada grupo administravam suas próprias escolas, universidades, clubes esportivos, hospitais, sindicatos, meios de comunicação e partidos políticos. Do mesmo modo, cemitérios também seguiam essa segmentação. Por causa dessa estratificação, muitos holandeses acabavam por não ter relações com pessoas que pertencessem a outro pilar.
O casal viveu junto até a morte do Coronel, que foi enterrado no lado protestante do cemitério. Passados alguns anos, a esposa faleceu e antes de morrer havia dito que gostaria de ser enterrada ao lado do esposo, e não no jazido da família.
A solução que encontraram foi essa, construíram um jazido pra ela na fronteira do muro, perto do seu marido, então construíram essas duas mãos como exemplo de que nada pode separar um casal, quando eles estão dispostos a viver em amor.
Me lembrei de tantas e tantas vezes que me contaram que o casamento entre crentes e incrédulos era proibido. Entende-se por incrédulo neste contexto, qualquer pessoa que não seja evangélica, segundo a ideia na visão dos evangélicos. Em muitas igrejas, ainda hoje, pessoas são excluídas por casarem com pessoas de outras religiões, quando a coisa mais cristã que se possa fazer é orar, torcer para que o casal se entenda e principalmente manter-se de portas abertas.
Quando vejo pessoas de religiões diferentes se relacionando, eu sempre levo em consideração que ambos sejam adultos o suficiente para perceberem as lutas e desafios que poderão enfrentar.
Me lembrei de tantas e tantas vezes que me contaram que o casamento entre crentes e incrédulos era proibido. Entende-se por incrédulo neste contexto, qualquer pessoa que não seja evangélica, segundo a ideia na visão dos evangélicos. Em muitas igrejas, ainda hoje, pessoas são excluídas por casarem com pessoas de outras religiões, quando a coisa mais cristã que se possa fazer é orar, torcer para que o casal se entenda e principalmente manter-se de portas abertas.
Quando vejo pessoas de religiões diferentes se relacionando, eu sempre levo em consideração que ambos sejam adultos o suficiente para perceberem as lutas e desafios que poderão enfrentar.
Portanto, não permita que seus dogmas e sua religião possa impedir que você se relacione com gente. Tão importante quanto crer em Deus, é ter caráter, ser respeitável e principalmente amar.
Se a sua religião tiver um ensino forte o suficiente que impeça que o amor aconteça, pois reveja se a sua religião tem lhe ajudado a ser um ser humano melhor.
Tony Rimualdo.
07 de Novembro de 2012
07 de Novembro de 2012
Açailândia, Maranhão
Lua Crescente.
Lua Crescente.

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